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Cross Border: como a tendência de e-commerce impacta o mercado imobiliário

Atualizado: 5 de out. de 2022

O termo Cross Border pode ser traduzido como comércio transfronteiriço e significa, basicamente, a venda de produtos para outro país.



As vendas cross border são uma das muitas tendências de e-commerce que se fortaleceu após o ano de 2020, quando mais pessoas aderiram ao comércio eletrônico por conta do isolamento social.



Conhecido como “comércio transfronteiriço”, o termo se refere às compras realizadas em comércio eletrônico de produtos vindos de outros países.


Para que seja possível realizar o cross border, é preciso a coordenação e cooperação de várias partes – sejam elas empresas, transportadoras, sistemas, órgãos governamentais, etc, tornando um serviço complexo.


O mercado brasileiro chamou a atenção pelo seu volume de compras online. Segundo a Canuma Capital, somente em 2021, as vendas online atingiram R$ 260 bilhões. Empresas como a Shopee, Amazon, Mercado Livre, SHEIN e Ali Express passaram a crescer localmente e a investir em equipes e escritórios. Além disso, algumas fusões fazem com que espaços já ocupados sejam reconsiderados.


Investimento em escritórios no Brasil cresce por parte das empresas de e-commerce


Em apenas 2 anos de atuação no Brasil, a Shopee inaugurou seu segundo escritório, ocupando quatro andares no Largo da Batata (Ed. Faria Lima Plaza). Sua sede atual fica no edifício Faria Lima Square, na Avenida Faria Lima, polo corporativo tradicional de São Paulo.


Com uma alta de 61% em sua receita líquida no Brasil, o Mercado Livre deixa o bairro Alphaville e instala-se em sua nova sede em Osasco, na Grande São Paulo. Com muito mais espaço, a empresa tem lugar para até 2.000 funcionários e, atualmente, conta com 1.200. O novo projeto tem 33.000 m² de área de terreno e 17.000 m² de área construída.


Outra empresa que prepara a implantação de uma base operacional no Brasil, é a chinesa Shein. Com seu foco total na operação cross border e seu sucesso no país, a companhia está montando uma estrutura local, com escritório, time e um centro de distribuição, a fim de melhor atender o público brasileiro.



Dados do e-commerce cross border no Brasil


Segundo o relatório Webshoppers 45, realizado pela NIQ Ebit em parceria com o Bexs, 68% dos 87,7 milhões de e-shoppers brasileiros compraram em sites internacionais em 2021. O crescimento do cross border fica ainda mais perceptível quando focamos no faturamento: enquanto o e-commerce B2C como um todo (local + cross border) cresceu 32% de um ano para o outro, o cross border sozinho cresceu 60%, atingindo a marca de R$36.2 bilhões em vendas.


Alguns dos fatores que podem influenciar a preferência dos consumidores pelo cross border, são os preços mais competitivos, disponibilidade de novos produtos e a presença cada vez maior de marcas estrangeiras em anúncios publicitários. Além, é claro, de que muitas lojas online estrangeiras contam com soluções de pagamento com FX integrado, que já mostram ao consumidor o preço convertido para o Real.


Outras questões que também estão chamando a atenção dos consumidores, são as avaliações positivas das compras cross border - 48% das pessoas que compraram de sites internacionais em 2021 recomendariam o e-commerce em questão a familiares e amigos. E a diminuição no prazo de entrega dos produtos, sendo que em 2019, as lojas estrangeiras levavam cerca de 42 dias para entregar os produtos. Em 2021, esse prazo caiu para 28 dias.



As gigantes do e-commerce e o impacto no varejo brasileiro


Por conta da mudança no comportamento dos consumidores, o Brasil tornou-se um mercado em potencial quando o assunto é varejo digital. Isso acabou chamando a atenção de grandes empresas internacionais do segmento e, hoje, boa parte delas já estão no dia a dia dos brasileiros, como por exemplo a Shein e Shopee.


Enquanto a Shopee, vendeu para 56% dos e-shoppers do Brasil (em 2020 apenas 8% dos brasileiros compraram na loja), a Shein saiu de 0% em 2020 para 21% em 2021. O sucesso das duas lojas pode explicar as categorias mais vendidas no cross border em 2021: moda e acessórios (38%), eletrônicos (36%), casa e decoração (24%) e informática (21%).


Diante desse cenário, as varejistas brasileiras focadas em média/baixa renda, como a C&A, a Lojas Renner e a Hering, podem sofrer um impacto negativo - uma vez que deve-se aumentar o ambiente competitivo do setor.


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